12 janeiro 2009

Potimirim glabra





Fêmea de Potimirim com ovos


Larvas do camarão logo depois da eclosão dos ovos




Nome popular: Potimirim, Potim, Camarão neon

Nome científico: Potimirim glabra 


Família: Atyidae

Origem: Brasil
Sociabilidade: grupo
pH: 6.4 a 7.0
Temperatura: 24 a 26ºC
Tamanho adulto: 1,5 cm
Alimentação: Algas, matéria orgânica sedimentada (no substrato).

Dimorfismo sexual: O macho possui os testículos pareados, mas conectados, que repousam no tórax, mas podem estender-se no abdômen. Na fêmea os ovários são semelhantes aos testículos em estrutura e localização. Em relação à aparência externa, a fêmea é ligeiramente maior que o macho.

Comportamento: Pacífico, não come plantas nem ataca os peixes.

Reprodução: O cruzamento, na maioria dos decápodos aquáticos, ocorre imediatamente após a muda (ecdise) da fêmea e os sexos se atraem por meio de feromônios. Na cópula, um casal de camarões, comumente orienta-se em ângulos retos entre si com as regiões genitais se opondo. Os primeiros e segundos pares de pleópodos um pouco modificados são utilizados para transferir um espermatóforo para o receptáculo mediano entre as pernas torácicas da fêmea.

Os ovos são transportados nos pleópodos da fêmea e quando eclodem saem larvas que, depois de algumas transformações, irão virar camarões adultos. A reprodução é, portanto, primitiva e a fêmea carrega vários e pequenos ovos. As larvas dependem de água salobra para completar seu desenvolvimento, na natureza o período de reprodução coincide com o aumento de matéria orgânica no sedimento e a época de chuvas.

Tamanho mínimo do aquário: 30 litros

Outras informações: Uma curiosidade a respeito da reprodução dos camarões - O espermatozóide dos decápodos tem a forma de uma estrela ou de uma tachinha e não tem a peça média e o flagelo.




Cinthia Emerich

Bibliografia consultada:
RUPPERT, E. E. & BARNES, R. D.. Zoologia dos invertebrados. 6ª ed. São Paulo : Rocca, 1996.

3 comentários:

Denis Cetera disse...

parabens Xin, sem duvida uma exelente fonte de pesquisa para os amantes dos camaroes de agua doce, grande abraco.

minorunagayama disse...

Oi Cinthia!

Parabéns pelo blog, tá maravilhoso!

Quanto aos potimirins, acho que a água salobra na reprodução é contestável. Fui até Ubatuba e coletei (sei que não deveria) alguns potimirins. Observei atentamente o riacho onde os encontrei e percebi que não existe zona com água salobra, o riacho desagua em um pequena queda d´água, diretamente no mar.

Ou as larvas se reproduzem em água salgada ou elas conseguem completar o ciclo em água doce, 24ºC, PH 6.7, KH e GH zerados, com altas doses de matéria orgânica.

Tenho algumas fêmeas "grávidas" e vou fazer os testes. Depois que tiver resultados eu passo minhas anotações para você.

Abraço!

Nagayama

(estou usando o Google Chrome e alguns links ficam meio estranhos e difíceis de clicar)

Anônimo disse...

É indispensável água salobra para o desenvolvimento das larvas sim, Toda a literatura científica sobre o assunto atesta isto.
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Só para constar:
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"Estudos completos feitos no laboratório do Instituto de Biologia da USP (em uma tese de doutorado) já demonstraram todas as fases da biologia reprodutiva dos potimirins brasileiros e concluiu que100% das larvas morrem se não forem colocadas em água salobra".