11 novembro 2010

Astronotus ocellatus – O ciclídeo campeão em negligência!



Olá a todos,

O Astronotus ocellatus (Apaiari, Acará-açú, Oscar) é um peixe relativamente fácil de ser encontrado em lojas e, quando pequeno, de preço acessível. Além disso, possui outras vantagens como o belíssimo comportamento dos membros da família Cichlidae e é encontrado nas mais diversas variedades que satisfazem o gosto de praticamente todos os aquaristas.

É uma espécie que, em teoria, tem tudo para dar certo! Infelizmente, apenas em teoria...

Este fato lastimoso acontece, na maioria absoluta das vezes, devido à falta de pesquisa – por parte dos aquaristas – antes de adquirir um exemplar desta estonteante espécie. Outros fatores que levam a esta triste estatística envolvem os vendedores que não informam as necessidades do peixe e os usuários de fóruns que passam à frente informações equivocadas, principalmente no que diz respeito à nutrição, normalmente baseadas no “achismo”, “ouvi falar” e etc.

Neste artigo iremos falar sobre quais os principais pontos onde os Apaiaris são negligenciados, esclarecer o que é verdade e o que não é e indicar espécies alternativas.


Tamanho do Aquário:


Os Apaiaris, quando mantidos em boas condições e tendo suas necessidades supridas, podem atingir tranquilamente os 35cm de comprimento durante a fase adulta. Porém, normalmente são vendidos quando bem filhotes, com cerca de 5cm ou até menos.

Quem compra um peixe desses, sem pesquisar antes sobre a espécie, muitas vezes nem imagina que em algum tempo ele terá 7 vezes este tamanho (ou pelo menos deveria ter). Na maioria das vezes estes filhotes vão parar em aquários inadequados para comportar seu tamanho a longo prazo.


Estamos cansados de saber que, infelizmente, em boa parte das vezes a pessoa não vai adquirir um aquário maior, seja por falta de espaço, de dinheiro ou mesmo de responsabilidade. Portanto, se você pesquisou e decidiu que gostaria de manter um Apaiari, a primeira coisa a se fazer é ter certeza de possuir um aquário grande o suficiente para manter o peixe bem por toda a sua longa vida. Sim, a média de vida deste peixe é de 15 anos!!!

Sendo assim, qual o tamanho ideal de um aquário para o Apaiari?

Lembre-se que este peixe pode e deve atingir cerca de 35cm quando adulto, portanto, as principais medidas às quais devemos dar prioridade são o comprimento e a largura do aquário. Deixe uma largura de pelo menos 50cm, assim o peixe poderá “manobrar” tranquilamente, sem ter que bancar o contorcionista ou esbarrar na decoração. Já para o comprimento, o peixe precisa de espaço o suficiente para conseguir nadar por certa distância sem ter que ficar dando voltas toda hora, sugerimos 150cm. Com isto, resta apenas a altura, atenha-se ao fato que aquários muito altos complicam a nossa vida na hora da manutenção, 40 ou 50cm já dão conta do recado tranquilamente.

Seguindo os cálculos, um aquário de 150 x 50 x 40cm (300L) ou um de 150 x 50 x 50cm (375L) é suficientemente grande para manter um ou até mesmo dois Apaiaris (um casal), por toda a sua vida, sem problemas.

Você pode estar pensando “Ahhh, mas 300 litros é muita coisa para um peixinho que vem tão pequeno da loja!” ou até mesmo “Mas na loja eles ficam em aquários muito menores”. Tenha em mente que em poucos meses estes filhotes irão facilmente dobrar, triplicar de tamanho e que nas lojas eles estão em aquários provisórios, raramente serão mantidos lá por muito tempo.


Companheiros:


Outro problema frequente que o pobre peixe costuma enfrentar, muitas vezes eles são colocados junto com peixes tão agressivos – ou até mesmo mais – quanto eles ou então com peixes pequenos que podem ser engolidos e, durante o ato, entalarem em suas bocas, ferindo-os gravemente ou matando-os por asfixia.




Não coloquem Corydoras junto com estes peixes, mais cedo ou mais tarde, eles tentarão abocanhar uma e o estrago estará feito. O mesmo vale para limpa vidros, Parotocinclus, catfishes de porte pequeno em geral. Os fóruns de discussão sobre aquarismo estão repletos de casos onde um Apaiari tentou comer um cascudo / coridora/ limpa vidro e se deu mal ou então de casos em que exemplares jovens foram colocados em aquários junto com outros peixes agressivos que os espancaram até a morte.




Este peixe é um ciclídeo territorial e agressivo com outros da mesma espécie e semelhantes, nunca se esqueça disto! Pode tanto “arranjar briga” com outros peixes e apanhar até a morte quanto matar outros peixes do aquário, mas nem sempre ele é o mais forte, ele é considerado até mesmo “manso” perto de outros companheiros de família.



Não é incomum ver aquaristas querendo colocar seus Apaiaris com outros ciclídeos de porte semelhante, se esquecendo de que podem ser muito mais agressivos que ele. Alguns exemplos são o Green Terror (Aequidens rivulatus), Flower Horn, Jack Dempsey (Rocio octofasciata), Red Devil (Amphilophus labiatus) e Zebrinha (Tilapia buttikoferi), que podem facilmente atacar e matar um Apaiari jovem se “acordarem de mau humor”. O inverso também pode acontecer, pois ambos são animais territoriais e, se tiverem sua posição na hierarquia ameaçada, irão lutar por ela. Uma regra de bom senso é que se a intenção for colocar companheiros para um peixe deste porte, que sejam de tamanho semelhante, em um aquário muito mais espaçoso e com bastante tocas. Lembrem-se sempre de que animais são imprevisíveis!



Filtragem:


Quando falamos de filtragem em aquários de jumbos, a primeira coisa que vem à mente é o sump, a melhor opção em custo benefício. É um filtro que pode ser feito em casa ou encomendado em loja, oferece um bom espaço para todas as mídias filtrantes (que não devem ser poucas) e ainda acomoda o termostato. Com isso, todo o espaço do aquário fica livre para a decoração e o(s) peixe(s) e assim a manutenção é facilitada.



Peixes grandes necessitam de filtragem dobrada, produzem excretas em grandes quantidades o que deteriora a qualidade da água rapidamente, portanto um bom conjunto de elementos filtrantes se faz necessário, caprichem na filtragem mecânica, química e biológica da água! Deve ser usada uma bomba que tenha força para circular cerca de dez vezes o volume da água do aquário por hora ou então duas bombas que circulem cinco vezes, cada, a quantidade de água.



Decoração:


O melhor substrato é a areia, por ser barato, fácil de achar e reduzir drasticamente o acúmulo de detritos em locais de difícil acesso para o sifão, também podem ser utilizados cascalho de rio (de baixa granulometria) e basalto ou até mesmo substratos industrializados.

Troncos são muito bem vindos, já que ajudam a demarcar território e ainda embelezam o ambiente e servem de suporte para algumas espécies de plantas. O mesmo serve para seixos de rio e rochas, sempre tomando o cuidado de não colocar nada com arestas afiadas que possam machucar os peixes.


As plantas são um caso à parte, não são todas que o peixe irá aceitar, principalmente pelo fato de elas fazerem parte de sua dieta alimentar (isso mesmo, Apaiaris não são exclusivamente carnívoros), então escolha plantas resistentes como as do gênero Microsorum, Anubias, Vallisneria, etc. A vantagem que as Microsorum e Anubias possuem é que não podem ter o rizoma enterrado e, por isso, devem ser presas a galhos / troncos / rochas, sendo assim, quando o peixe resolver fazer uma mudança no layout do aquário por conta própria, você não terá o problema de ver as plantas sendo desenterradas a todo instante.



Alimentação:


Todo mundo sabe que esta espécie é famosa por se tratar de um peixe carnívoro que se alimenta apenas de outros peixes menores e nunca aceita ração, certo? Errado!!!

Para começo de conversa, é um peixe onívoro, ou seja, seu alimento tem tanto origem animal quanto origem vegetal. Vários estudos científicos apontam que a alimentação dele é baseada em moluscos, camarões, insetos, larvas de insetos, pequenos peixes, plâncton, restos vegetais (gramíneas, flores, sementes), frutas, etc.

Ele é um predador de peixes sim, a natureza lhe forneceu as ferramentas necessárias para tal, como a disposição e formato dos olhos, mas não se alimenta apenas de peixes. O Apaiari também usa estes olhos enormes e sua mandíbula forte para se alimentar preferencialmente de moluscos (especialmente Biomphalaria glabrata), crustáceos e frutos que caem na água, além de outros tipos de alimentos.

Levando em consideração que a espécie é onívora com tendência ao carnivorismo, mas não é exclusivamente carnívora, procure verificar se a ração que você está oferecendo para o seu peixe possui um nível de Proteína Bruta de pelos menos 45%. Deficiências protéicas na alimentação podem levar a casos de deformidade na coluna vertebral e opérculos, erosão das nadadeiras, catarata nos olhos. Certifique-se também que o Extrato Etéreo não ultrapasse os 8% em rações para os peixes adultos, este extrato nada mais é do que as gorduras / lipídeos, e quando em excesso irá restringir o consumo alimentar e dificultar a assimilação de alguns nutrientes presentes na ração.


Outra coisa muito importante é fornecer a quantidade suficiente (rações com pelo menos 500mg) de Vitamina C. Este caso merece atenção redobrada, pois o Apaiari – assim como outros peixes teleósteos – é incapaz de sintetizar esta vitamina, já que não possui uma enzima específica para este fim. Na natureza o peixe consegue esta vitamina através de uma variedade de alimentos, mas, quando criado em cativeiro se faz necessária a adição desta vitamina à sua ração ou algum complemento vitamínico específico.


Sempre olhe no potinho de ração se esta vitamina está presente e a sua quantidade, sua deficiência causa perda de apetite, redução de crescimento, diminuição da imunidade, anemia, anomalias na coluna vertebral, hemorragias, perda de escamas, mortalidade elevada.

Então, qual a melhor alimentação para o meu peixe?

A palavra chave é variedade!

Ofereça todos os dias uma ração de boa qualidade, de preferência específica, como base alimentar e – alternadamente na semana – alimentos vivos e frutas. Os alimentos podem ser: caramujos, camarões, larvas de insetos, insetos pequenos e, eventualmente, pequenos peixes, mas lembre-se que os peixes devem ser oferecidos no máximo uma vez ao mês, em pouca quantidade, de tamanho pequeno o suficiente para serem engolidos em apenas uma bocada e nunca devem ser animais coletados!

Usar animais coletados para alimentar o seu peixe é o cúmulo da irresponsabilidade, para este fim existem os peixes criados em larga escala em cativeiro (Platis, Lebistes, pequenas Molinésias e Espadas). Certifique-se da saúde dos peixes que resolver utilizar como alimento vivo, eles podem ser portadores de patógenos capazes de adoecerem o seu Apaiari.


Não estranhe se o seu peixe simplesmente ignorar os peixes oferecidos como alimento, como já foi dito anteriormente, ele possui dieta onívora e, se estiver satisfeito com a alimentação oferecida, pode ser que nem tente comer os peixes ofertados.

Um exemplo de fruta, rica em Vitamina C, muito utilizada na alimentação desta espécie e de outros peixes é a Goiaba. Ofereça também, plantas de superfície como a Lemna sp., ela faz parte da dieta natural do Apaiari e lembre-se de oferecer rações que contenham spirulina para complementar a dieta.

O que não dar, sob hipótese alguma, para o meu peixe?

- Peixes coletados diretamente da natureza;
- Ração para gatos e/ou cachorros;
- Carne vermelha; Além de não fazer parte da dieta natural do animal, ela é de difícil digestão e pode causar problemas como constipação intestinal.







Sentimos informar, mas o Apaiari não tem os peixes como dieta principal / exclusiva, caso seja esta a sua intenção, existem outras espécies de peixes que se enquadram no perfil, veja algumas delas:

- Tucunaré
- Surubim
- Pintado
- Cachara
- Piranha
- Pirara
- Traíra
- Borboleta Africana
- Peixe-folha Amazônico
- Altolamprologus compressiceps
- Dimidiochromis compressiceps
- Nimbochromis livingstonii

Cinthia Emerich & Chantal Wagner

Bibliografia Consultada:
FRACALOSSI, D. M. et al. Oscars, Astronotus ocellatus, Have a Dietary Requirement for Vitamin C. The Journal of Nutrition, Washington, 2008.
FABREGAT, T. E. H. P. et al. Fontes e níveis de proteína bruta em dietas para juvenis de apaiaris (Astronotus ocellatus). Acta Sci. Anim. Sci. Maringá, v.28, n. 4, p. 477-482, Oct./Dec., 2006.
CHAGAS, E. C. & VAL, A. L. Efeito da vitamina C no ganho de peso e em parâmetros hematológicos de tambaqui. Pesc. Agropec. Bras., Brasília, v. 38, n. 3, p 397-402, mar. 2003.
MABILIA, R. G. Alimentação e Nutrição de Peixes Ornamentais.
CHAVES, R. A. Avaliação do efeito dos principais itens da dieta natural de Astronotus ocellatus (Cuvier, 1829) da Reserva Mamirauá (AM, Brasil) sobre a sua coloração reprodutiva em ambiente artificial. UFPA, Belém - PA, 2007.



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11 comentários:

Pablo Góes disse...

Meninas, belo poste! Parabéns.

Renato HS disse...

Muito bacana o Post, parabens para vocês, ficou show!!

Marcelo disse...

Parabéééééééns!! Excelente artigo!!

Sekai Scaping disse...

Meninos, obrigada pelos elogios :)

Guilherme disse...

meus parabens....
tenho um oscar albino em casa e é o xodo de lá...
so dou rações de kings pois o dono da casa de aquarios disse ser a melhor... mas pelo que vi nao tem nada a ver...
obrigado pelas dicas e ja vou procurar outra fonte pra alimenta-lo

Anônimo disse...

Noooooooossa!!!! Adorei este post. Tenho um Oscar Albino Fêmea que convive com um Acará Severo, Texas Blue, Acará Zebra Albino, Green Terror, Jack Dempsey Azul, Zebra Red, um africano (que não sei o nome especificadamente), mas é chamado de Peacoock, Tricogaster Peitorales, Jóia vermelho, Label Albino, e, por incrível que pareça, esses peixes tem como também de companhia: 1 Mato Grosso, 1 Barbo Sumatra e dois Tetras Negros num aquário de 363,5 litros. Eu sei que estou errado, porém vou trocar esse aquário todo completo, por um de 1500 litros (para os ciclídeos americanos), e os africanos conviverão até irem morar com Deus. Todos eles se dão bem, e, nem pensam em se matar, sei que está me xingando agora, mas, uma dica para uma boa convivência é criá-los desde pequenos num aquário de várias classes, dá certo, mas é errado, então decidi "comprar um aqua maior, e, por favor, comente do meu comentário. Segue a lista de peixes para o novo aqua:
Casal de Green Terror
Casal de Acará Severo
Casal de Texas Blue
1 Papagaio macho
1 Red Devil Fêmea
1 Jack Azul Macho
1 Jack Comum Fêmea
Casal de Oscar
E por favor me indique só mais um casal que ainda tem espaço no aqua de 1500 litros. Espero super ancioso uma resposta. Abraços, desde já agradeço a atenção.

Anônimo disse...

AHHHH!!! Me dê dicas para a decoração, mas não em relação à beleza, mas sim para o conforto deles, pois não ligo para a beleza, mas sim admirar a beleza que eles me entregam por estarem bem.
OBS: Não pretendo colocar plantas.
Anônimo do texto de cima. AA, meu nome é Raul, do Rio de Janeiro. Pelo visto teremos muitas coisas a falar sobre os ciclídeos Americanos, mas comente tembém um pouco dos africanos. Obrigado

Rudã Fernandes disse...

Prezados,

Parabens pelo post.

Contudo, acho que devem tomar mais cuidado com as informações fornecidas. Me refiro especificamente a parte da nutrição.
A exigencia de vitamina C da espécie é de 25mg/kg de ração, os autores indicam que esse nivel pode ser ainda menor.
Fabregat et al (2006) identificou que o nivel de 32% de proteina na dieta atende a exigencia, e a ração experimental utilizada por Chaves (2007) foi de 28%.
Uma informação pouco divulgada é que o excesso de proteina na ração tambem traz problemas alem de gerar problemas ambientais como ressalta o professor João Batista:"Nos últimos anos, tem surgido a preocupação em relação aos sistemas intensivos pela utilização de rações com elevados níveis de proteína causando, deste modo, aumento da poluição ambiental. Além disso, o excesso de proteína na ração compromete o desempenho normal dos peixes."

Espero ter contribuido...

Atenciosamente,
Rudã Fernandes

ps: esse link traz algumas noçoes sobre nutrição bem legais, mas o foco foi carpas...
http://www.naturallagos.com.br/nutricao.html

Sekai Scaping disse...

Anônimo disse...
AHHHH!!! Me dê dicas para a decoração,

Que bom que gostou do artigo, mas suas perguntas encontram-se respondidas no texto. :)

Rudã Fernandes,

obrigada por seu comentário, mas o artigo em questão diz respeito à nutrição do Astronotus ocellatus.
Naturalmente as necessidades desta espécie são muito diferentes das carpas ornamentais, não entendi a relação com o artigo que você passou no link.

As necessidades de vitamina C dos peixes amazônicos são notoriamente superiores das de espécies de outros biótopos. Embora sua informação de 25mg/kg esteja correta e seja a quantidade suficiente, não temos meios de medir isso no hobby.
Tomando pelo fato de que rações perdem rapidamente suas propriedades vitamínicas após a abertura, em especial a Vitamina C, não temos nenhuma certeza de qual é a quantidade que está chegando a nossos peixes, logo a suplementação com alimentos frescos e suplementos é ideal. São testados valores de 200mg/kg ou até mais sem prejuízos aos peixes, então é melhor pecar pelo excesso do que pela falta.

Carpas são peixes onívoros com tendência ao herbivorismo com um sistema digestivo único (sem estômago) que necessitam de um nível de proteínas menor enquanto A. ocellatus são onívoros com tendência ao carnivorismo.
Sobre os articulistas citados, as rações desenvolvidas especialmente para os peixes de aquário tem fórmula diferente, geralmente muito superior àquelas destinadas à peixes de corte, que preza por economia de dinheiro para o produtor e é o foco dos artigos em questão.
Todas as rações de qualidade para peixes carnívoros/onívoros contém entre 40 e 45% de proteína bruta.

Então sua crítica, embora muito pertinente, não se aplica neste caso.

Rudã Fernandes disse...

Sekai..

Não quero polemizar... Acho o site muito legal e informativo, tanto é que entro e gosto das informações, e acho tmabem de muito bom gosto com excelentes imagens.
Só acho que alguns conceitos devem ser abolidos do aquarismo ou reconsiderados... a nutrição de organismos aquáticos tem evoluído muito e o aquarismo ainda herda conceitos com mais de 30 anos.
Quando falei da matéria sobre Koi minha intenção era apresentar informações sobre o conceito de proteína ideal que vem sendo empregado no mundo todo, independente do habito alimentar da espécie.
Quanto aos outros comentários, 25mg de vitamina C/kg de ração não é muito superior a peixes de outros biótopos, inclusive é muito baixo. E qual foi a fonte que vc se referenciou para falar que peixes amazônicos exigem muito mais vitamina C, é esse cuidado que devemos tomar??? Agora quanto ao uso de megadoses de vitamina C eu concordo com vc que podemos realizar esse tipo de manejo, tem artigos que demonstram que esse procedimento tem um efeito imunoestimulante, mas também pode provocar deformidades ósseas.
Quanto a quantidade de vitamina C que colocamos na ração devemos saber sim. No rotulo do produto que vc usa deve vir escrito e mesmo que ocorra perdas, vc acha que também não ocorreu perdas em todos os níveis de suplementações testados pelos autores do artigo que vc citou, não desprestigie o trabalho deles.
E em relação a proteína Oscar é Oscar e nos dois artigos o mesmo é tratado como peixe ornamental, logo o valor que os dois artigos propõem como ideal para ser utilizado devem ser considerados corretos sim. E quanto maior qualidade de um mix de ingredientes teoricamente menor deve ser o teor proteico já que a digestibilidade aumenta e não o inverso, você inverteu os conceitos.
E vc do texto pra sua justificativa já abaixou o teor proteico para até 40% ela tava 45 e pronto. Mas espécies carnívoras podem sim utilizar rações com menos proteínas, não devemos comprometer o perfil de aminoácido da dieta. E como a aquicultura como um todo esta evoluindo já a enzimas, probióticos e outros aditivos que ajudam carnívoros a metabolizar carboidratos eficientemente.
E pra terminar... quem vc acha que é mais carnívoro um Tucunaré ou um Oscar? Se a resposta for Tucunaré já tem artigo utilizando ingredientes de “baixa qualidade” demonstrando que a exigência em proteína bruta é de 37 a 41%.
http://www.scielo.br/pdf/sa/v57n2/v57n2a04.pdf
E eles nem usaram o conceito de proteína ideal só a relação proteína energia que por si já é fantástica.
Bom... me alonguei muito... Abraço e parabéns pelo trabalho...
Espero não ter sido chato...
Rudã Fernandes

Anônimo disse...

gostei do artigo que tirou algumas dúvidas, mais queria saber mais sobre a diferença de sexualidade do casal e criação das proles!