21 outubro 2009

Epiplatys dageti


Macho


Fêmea



Nome Popular: Dageti, Fire mouth killi, Redchin panchax
Nome Científico: Epiplatys dageti
Família: Nothobranchiidae
Origem: África / Serra Leoa, Libéria, Costa do Marfim, Gana
Sociabilidade: Casal / Trio ou sozinho
pH: 6.0 a 7.0
Temperatura: 21 a 24ºC
Dureza da água: Mole
Tamanho adulto: cerca de 6 a 7 cm
Alimentação: A base da alimentação deve ser, de preferência, com alimentos vivos (artêmias, daphnias, enquitréias, larvas de mosquitos) embora aceite ração.

Dimorfismo sexual: O macho é maior, mais colorido, apresenta nadadeiras mais compridas e ventre retilíneo. A fêmea é menor, possui o ventre roliço e as cores bem mais pálidas, podendo chegar a perder o padrão listrado quando mais velhas.


Comportamento: Pacíficos, exceto entre machos da mesma espécie.
Reprodução: O dageti é um killi não-anual, são bem prolíficos desovando uma grande quantidade de ovos. Na natureza desovam nas raízes de plantas, folhas e até mesmo substrato, portanto os ovos devem ser mantidos na água. As desovas ocorrem normalmente logo cedo pela manhã e no final da tarde, a coloração dos ovos é de âmbar bem suave, costumam ser bem rígidos e os não fecundados acabam sendo atacados por fungos e se tornam brancos.
Em aquários é comum usar, para recolher os ovos, as conhecidas "bruxinhas" (também chamadas de mops), que são fios de lã presos em algo que flutue. Também podem ser usadas plantas flutuantes (Pistia, Salvinia, Phyllanthus, etc), musgos e outras plantas de folhas finas.
Uma vez iniciada a desova, a fêmea pode desovar por semanas seguidas, como os pais comem os ovos, é importante retirá-los assim que forem notados.
A incubação dos ovos costuma durar cerca de 8 a 14 dias, encontrei relatos de 8 a 11 dias quando mantidos em 25ºC, e deve ser feita separada dos pais, os ovos devem ser transferidos para outro recipiente contendo a mesma água do aquário dos adultos e mantidos lá até a eclosão. Trocas parciais de água no recipiente podem e devem ser feitas, mas com o cuidado de não se trocar muita água por vez, quando o momento da eclosão vai se aproximando os ovos começam a escurecer mais e os olhinhos dos alevinos se tornam visíveis.
Os alevinos podem ser alimentados com náuplios de artêmias e microvermes no começo, posteriormente, conforme o desenvolvimento for ocorrendo, alimentos maiores podem ser oferecidos.
A partir dos 3 meses os filhotes podem ser sexados e com 4 a 6 meses já estão prontos para reprodução.
A seguir, uma sequência genérica do desenvolvimento embrionário dos ovos dos killis:

Tudo começa com estes minúsculos pontinhos escuros que mais tarde irão se desenvolver no corpinho do alevino

Com o tempo os órgãos vão tomando forma e os olhos já são visíveis

A cauda também toma forma e o sistema circulatóri fica cada vez mais perceptível

Pequenos pontos negros começam a aparecer perto da cabeça

Cada vez em maior quantidade

Nesta etapa a estrutura corporal se torna bem mais evidente, a nadadeira caudal e os olhos ganham mais destaque

O corpo está praticamente pronto, é bem fácil de observar o batimento cardíaco e o alevino já começa a se mexer dentro do ovo

Prestes a eclodir, aproveitando para dar uma "encaradinha" na câmera

A casca do ovo, deixada para trás

Tamanho mínimo do aquário: Para apenas um casal 20 litros, para aquários comunitários acima de 30 litros.

Outras informações: É um killi relativamente comum de se encontrar nas lojas, é recomendado aos iniciantes por sua beleza e facilidade na reprodução. Na natureza são encontrados em áreas pantanosas ao longo da costa e corpos d' água mais calmos. São ótimos saltadores, por isso o aquário onde forem mantidos deve ser muito bem fechado!!!

Existem duas variedades de Epiplatys dageti: o E. dageti "dageti" e o E. dageti "monroviae", sendo este último o mais comum entre os aquaristas. Eles podem ser diferenciados pela mancha avermelhada apresentada logo abaixo da boca e pelas 5 barras transversais presentes no "monroviae" e pelas 6 barras transversais presentes no "dageti". A variedade "moronviae" é endêmica da Libéria.



Cinthia Emerich

Bibliografia consultada:

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